Nas últimas semanas, temos estado a ser brindados com anúncios relativos à nova imagem do Montepio, que entretanto deixou de se chamar Montepio Geral, sob o signo da possibilidade de cada cliente poder ser dono do próprio banco. Neste caso, não se trata de ser proprietário de acções do banco (até porque este não está cotado em bolsa), mas antes de poder pertencer à chamada Associação Mutualista, ligada ao próprio banco. O banco quer, com esta campanha, atrair mais clientes para a associação.

Sendo sócio da dita Associação Mutualista, posso explicar, sucintamente, no que consiste: esta é uma associação com mais de 300 mil associados, destina-se essencialmente a conceder apoio aos seus associados, através da contribuição de todos (leia aqui a apresentação). Para além desse lado mais solidário, possibilita alguns benefícios que se podem reflectir positivamente no bolso de cada um, tais como:
– não se paga nada para entrar para sócio e a quota anual é de 12 €
– possibilidade de aceder a diferentes produtos de poupança, cuja rendibilidade anda à volta dos 4% anuais
– abaixamento do spread, no caso de fazer o empréstimo pelo Montepio Geral
– atribuição de descontos numa rede de prestação de serviços (do género a que é fornecida pelo Cartão Jovem, com agências de viagens, ópticas ou lojas de roupa) e que, não sendo muito extensa, pode ser útil em determinadas situações (consulte aqui a rede de descontos)

Em suma, para quem tem conta neste banco, é sempre uma hipótese de conseguir uma pequena segurança em algumas situações da vida, uma forma obter algum rendimento de um pé-de-meia e uma maneira de obter descontos interessantes em alguns serviços. Para quem não tem, até pode ser um produto a ponderar, no caso de querer mudar de instituição bancária.